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Via Operária - Metrô
Organizando a Campanha Salarial
A nossa campanha salarial acontecerá em meio a uma conjuntura marcada por duas orientações do governo federal, leia-se, do poder central do capital: a primeira é sobre o direito de greve visto que a fala de todos em Brasília desde parlamentares, ministros e até do próprio Presidente da República, um ex-sindicalista, é contra esse principal instrumento de luta dos trabalhadores e, praticamente, esses senhores pedem pelo fim das greves; a outra orientação que vem do Planalto está contida no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), onde acena para 1% de reposição salarial para os servidores federais o que pode servir de pretexto para os governos estaduais oferecer às categorias do funcionalismo.Da nossa parte, seja quanto ao direito de greve ou quanto ao índice a ser defendido, a orientação passa longe dessa política do PT/PC do B e seus aliados. Somos intransigentes na defesa da greve e do índice necessário para repor perdas e ganho real. Quem sabe o que precisamos somos nós metroviários e não esses mensaleiros. Além disto, temos perdas a recuperar e outras questões a exigir nesta campanha, como: plano de carreira; isonomia salarial para quem exerce função igual; anuênio para os novos; fim da periculosidade por apontamento e principalmente concurso público para repor a falta de mão-de-obra. Precisamos exigir o fim do serviço terceirizado para que todos que trabalhem na CIA do Metrô tenham os mesmos direitos. Desta forma estaremos fortalecendo e defendendo novos empregos.
OS TRIBUNAIS SÓ SERVEM PARA SABOTAR AS LUTAS DOS TRABALHADORES
O TRT e o TST também são órgãos usados para sabotar a nossa luta. Geralmente em época de greve obrigam os trabalhadores adotarem esquema de emergência. Foi esta a determinação no caso da realização da greve do dia 27/02/2007, onde a Justiça Regional do Trabalho exigiu 100% dos trens no horário de pico e 80% nos demais horários, além de multa de 100 mil reais por cada dia de paralisação.
O mesmo ocorreu na greve do dia 15 de agosto de 2006. No julgamento dessa greve, o TRT decretou o movimento abusivo e a categoria deveria pagar uma multa de R$ 100 mil reais mais o desconto do dia parado.É desta forma que a justiça burguesa trata a luta dos trabalhadores.
DIRETORIA DO SINDICATO ENGANA A CATEGORIA
Na última assembléia realizada no dia 26/02/07, a diretoria defendeu de forma categórica uma proposta de PR em cima de uma folha de pagamento alegando que existia um acordo anterior. Mentiram, pois desde o início da campanha a idéia sempre foi de uma folha e meia de pagamento dividida de maneira linear entre os metroviários, conforme demonstrado no Boletim do Sindicato de n° 269, de 19/02/07.
Além dessa defesa rebaixada, o secretário do Sindicato arbitrariamente, paralisou a Assembléia sem autorização dos Metroviários. Fez isso com o objetivo de dispersar o plenário e desmobilizar a categoria facilitando assim poder enfiar güela abaixo a proposta ridícula de PR. Foi o que verdadeiramente aconteceu sem que ninguém pudesse fazer uso da palavra na assembléia. Isto é autoritarismo! Junto com a mentira sobre o valor da PR, parte da diretoria assumiu o papel da empresa ao intimidar os trabalhadores dizendo que em caso de greve poderia haver demissões. Esses seguidores do governo Lula além de autoritários, são terroristas que espalham o medo em lugar de educar a classe!Temos que repudiar a atitude desses burocratas, pois, esses mesmos picaretas na campanha de 2003 também tentaram sabotar a greve falando contra ela. Naquela época a categoria, percebendo a manobra votou contra e a greve ocorreu de forma vitoriosa conseguindo recuperar direitos que foram perdidos na campanha de 2001.
GREVE NÃO É CRIME, É DIREITO CONQUISTADO NA LUTA!Hoje através de cursos e palestras como o TQC, ISO 9000 e outras formas de cooptação, os patrões tentam passar para os trabalhadores a idéia que não existe mais luta de classes. Agora embelezam a exploração com discursos que somos cidadãos buscando os mesmos interesses dentro e fora da empresa. Os empregados não têm mais divergências com os chefes, aliás, são parceiros e não mais explorados.
Mas é só chegar época de campanha salarial para a máscara cair. Se o trabalhador fala em greve, os patrões o tratam como criminoso ou vagabundo, fazendo ameaças de demissão. Várias greves no passado foram reprimidas violentamente pela patronal, pela justiça ou pela policia, o que fez os trabalhadores, através de muita luta reagirem e conquistar esse direito. As prisões, bombas, balas de borracha, cavalarias e cassetetes, não foram suficientes para intimidar nossos heróis do passado e também não acovardarão a nossa geração. Nada de entregar direitos de mão beijada para os capitalistas!
O ex-operário, hoje representante dos ricos fala em retirar essa e outras conquistas, vamos impulsionar a resistência contra as reformas do governo do PT, PC do B, e dos patrões.LULA, A GREVE É UMA CONQUISTA DA CLASSE TRABALHADORA. ESSE DIREITO NINGUÉM TIRA!
PT MOSTRA QUE PREFERE OUTROS ACIDENTES AÉREOS A CEDER AOS TRABALHADORESA paralisação dos controladores de vôos na última semana de março trouxe para nós metroviários e para os trabalhadores de outras categorias, duas indicações importantes: 1) a coragem demonstrada ao realizar a greve, pois os militares são proibidos de fazer ou participar de manifestações. Mesmo sabendo que poderiam ser punidos, tiveram a ousadia e realizaram o movimento buscando demonstrar para a sociedade a pressão e a exploração que eles vêm sofrendo, tanto por parte do governo, maior responsável pela crise aérea, como por parte da mídia que desde o acidente com o avião da GOL não faz outra coisa a não ser acusar esses profissionais de negligentes. O governo petista prefere que aconteçam outros acidentes a atender as reivindicações dos controladores que têm um dos mais baixos salários do setor, jornada estressante etc.
2) O modo como à burguesia tratará daqui para frente às greves em categorias denominadas essenciais. Lula, em matéria do jornal Folha de São Paulo do dia 4 de Março de 2007, portanto semanas antes da greve dos controladores, dizia que somente um governo de um ex-sindicalista como o dele poderia enviar ao congresso uma proposta de legislação proibindo o direito de greve em algumas categorias.
Há muito tempo que o capital quer acabar com esse direito. Agora encontrou alguém “capaz” de comandar esses ataques. O governo Lula conta com apoio da CUT, MST, PC do B para desmobilizar os trabalhadores. Como dominam a maior parte do movimento operário, deixam a burguesia com a faca e o queijo nas mãos para investir contra nossos direitos. A prova disto foi o aprofundamento, para pior, da Reforma da Previdência, a criação das PPPs e a aprovação do SUPERSIMPLES, que neste caso contou com os votos dos deputados do Psol. Quem diria, até vocês...
Contra os trabalhadores todos se juntam. Mas, e os mensaleiros e sanguessugas que foram investigados pela CPI, não vão sofrer punição? O que farão contra o senhor Paulo Maluf que roubou milhões e até virou deputado federal? Claro que não farão nada, pois são farinha do mesmo saco! O ex-ministro do Trabalho hoje ocupando a pasta da Previdência, o Luis Marinho, ex-presidente da CUT e dirigente do PT mensaleiro, teria postura diferente a não ser de trair os “companheiros”?
Qual a razão para se oporem aos ricos em favor dos trabalhadores se eles estão mamando nas tetas do Estado? Para que estar do lado das greves de trabalhadores se já conquistaram o governo e não passam pelos mesmos problemas de salário, jornada extensa, assédio moral? É melhor reprimir os descontentes para garantir a “boquinha” dos novos e velhos ricos!
É por esse motivo que temos que repudiar esse governo que se diz de todos. Só não dizem que são de todos os patrões!
Já vimos que os sindicatos e o MST estão sob o controle dos governos, o que mostra que precisamos criar novas formas de organizações, formas mais avançadas, independentes e que não visem reformas do Estado burguês, mas sim, a sua destruição. Precisamos de novas formas de organizações que atuem pela emancipação da classe trabalhadora em uma luta sem trégua, buscando a construção de uma sociedade sem classes, sem explorados e sem exploradores, uma sociedade verdadeiramente socialista.
- Um plano de carreira digno para todos os metroviários.
- Por um primeiro de maio combativo!
- Redução da jornada de trabalho, sem redução de salário.
- Pelo fim da exploração capitalista
- Aumento real de salário
- Pelo Socialismo

