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Todo Apoio aos Demitidos! Reintegração Já!
Ou então GREVE!!!
Nós da Oposição Operária apoiamos a decisão da Assembléia do dia 03/05, que, caso o Metrô não readmita imediatamente os 5 metroviários, vamos à GREVE por tempo indeterminado já nesta quarta-feira dia 09/05.Repudiaremos sempre a demissão de um companheiro trabalhador, pois, por maior que seja a nossa diferença política que possamos ter com ele, faz parte da nossa classe, o proletariado e divide com essa mesma classe, os sofrimentos enfrentados cotidianamente na luta contra a exploração capitalista. Aceitar o desemprego de um metroviário é a mesma coisa que concordar com a nossa própria demissão e, pior, permitir que a ameaça do Metropolitano ganhe força contra toda a categoria. Por princípio todas as vezes que um companheiro ou qualquer outro trabalhador for punido por estar lutando pelos seus direitos, devemos ser solidários e apoiá-lo na sua luta que a partir daquele momento passa a ser também nossa.
NÃO PODEM EXISTIR DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS.
O que está por traz da unidade das centrais sindicais contra a emenda 3?Pois então vejamos: a unidade das centrais posta em evidência pelo Sindicato dos Metroviários em seus últimos boletins se dá pelo motivo de apoiar explicitamente o Presidente Lula, apresentando este como o defensor dos interesses dos trabalhadores já que vetou a dita emenda. A mentira lançada com essa unidade é que no início de 2007, esse mesmo governo mandou e aprovou com unanimidade no Congresso e no Senado, o SUPERSIMPLES, uma lei que mexe no 13° salário, nas férias etc., dos trabalhadores de pequenas e médias empresas. Por que as centrais sindicais não se mobilizaram contra essa mini-reforma trabalhista que piorou o que já era ruim? Por que o “nosso” sindicato não se colocou com a mesma ferocidade contra aquela?
Da mesma forma perguntamos: por que esse o governo que está aí de plantão, que é defendido em todos os atos promovidos por todas estas centrais sindicais, realizou a Reforma da Previdência, criou a PPP, está aplicando a Reforma Universitária e em breve enviará para o Congresso Nacional formado por “mensaleiros” e sanguessugas, uma nova proposta de Reforma Trabalhista e Previdenciária? Por que este tal governo tem sido draconiano com trabalhadores e bonzinho com os empresários?
É bom não esquecer também que esse é o mesmo governo que há pouco tempo anunciou para o mundo que poderá acabar com o direito de greve em categorias tidas como essenciais (transporte, saúde, saneamento básico e etc.). Foram palavras do Presidente Lula, um ex-operário e ex-sindicalista. “Olha nós aí gente!”
Mas, se de fato as centrais sindicais se uniram em nossa defesa, como diz a diretoria do sindicato no caso da demissão dos 5 companheiros e agora pousam de redentoras da luta da nossa classe contra os ataques da burguesia, por que essas centrais não fizeram esta mesma unidade contra a demissão de milhares de metalúrgicos da Volkswagen filiados ao sindicato dos metalúrgicos do ABC dirigidos pela CUT/PT? Por que esse mesmo sindicato governista indicou para a direção da montadora alemã, a mesma Volkswagen, nomes de companheiros da comissão de fábrica que fazia oposição ao PT/CUT para compor o famigerado Plano de Demissão Indicado (PDI)? Onde estavam as centrais sindicais quando o governo que elas defendem aprovou a reforma da previdência, o SUPERSIMPLES, etc.
Na verdade essas centrais em nada lembram organizações em defesa dos nossos interesses. Só servem como trampolim para ocupar cargos no Estado, nas estatais, nos podres parlamentos e executivos, caso de Luis Marinho, ex-presidente da CUT e hoje Ministro da Previdência que até manda motorista atropelar aposentados que estavam protestando na porta do Ministério, em Brasília. A esses senhores nenhum crédito, nenhuma esperança. Já passou o tempo em que falavam de GREVE GERAL. Agora, propõem é a retirada desse valioso instrumento de luta.
São dois pesos e duas medidas das Centrais Sindicais governistas e não devemos ver nenhuma surpresa nisto. O caso é ainda mais grave dada a existência na direção do sindicato dos metroviários de partidos que aprovaram e aprovam essas medidas. No caso do Supersimples, para ficar num exemplo recente, a atitude do PSOL, PC do B e PSB, foi uma traição à classe. Todos os seus deputados e senadores votaram na mini-reforma trabalhista do governo burguês, o famigerado Governo Lula.
Os patrões dividem para melhor dominarUm dos grandes feitos da burguesia contra a classe trabalhadora ao longo da história do século XX, foi dividi-la em várias categorias e, por meio disto, fragmentar a luta da classe em pulverizadas reivindicações. Mas essa medida não foi isolada e se somou às muitas outras, caso da data base em que, para poder negociar junto ao patrão o valor da força de trabalho, os trabalhadores devem esperar o mês escolhido pelos patrões. Claro que o mês escolhido para cada data base sempre coincide com aquele de menor produção, vendas das empresas ou de menor circulação dos meios de transporte urbano. Quer dizer, um mês em que uma possível greve não causa maior prejuízo. No caso dos metroviários, porque nossa data base é em maio e não em dezembro?
Hoje aqui estamos esperando pela Campanha Salarial no mês de maio, “obedecendo” todos os anos essa data pré-estabelecida, como se aumentar o salário e o emprego, assim como reduzir jornada ou ter um verdadeiro Plano de Carreira fossem necessidades sentidas somente anualmente e dentro do mês autorizado pela patronal.
Os sindicatos se ajustaram a essa famigerada lei e em coro com os empresários e governos, usam-na para monopolizar e controlar toda a “negociação” e fechar acordos na maioria das vezes lesivos à classe. Precisamos sair deste ciclo vicioso e fazer avançar as lutas na perspectiva de garantir e ampliar nosso acordo coletivo. Devemos desde já construir um comando de base da categoria. Um comando formado por trabalhadores eleitos em assembléia, que possam ser escolhido de um setor ou de uma área, e que, em contato cotidiano com a base em luta, leve à frente todas as nossas reivindicações e, caso não cumpra isto, possa ser destituído e trocado por um outro representante! Quem disse que devemos ficar sob o controle da direção sindical que junto com seus partidos só vêm traindo nossos interesses?
Não Vamos nos intimidarA Campanha Salarial começou em meio ao ataque do Metrô, através da demissão dos 5 metroviários. O Metropolitano tomou a iniciativa e já procura demonstrar para categoria que não está disposto a negociar e, muito ao contrário, que a sua disposição é estabelecer a perseguição dos lutadores. Mas é bom que seja lembrado que todos os patrões são iguais quando defendem os seus interesses. Primeiro aterrorizam, mas quando o movimento endurece e supera a direção sindical pelega e uma nova correlação de força se estabelece o jeito para eles é recuar. Em cada luta como a desse momento devemos nos unir e fortalecer nossa organização na base, impedindo as manipulações e conchavos nos bastidores entre a diretoria e o Metropolitano. Assim poderemos sair vitoriosos não só com a reintegração imediata dos companheiros, como também impor a estabilidade de todos os lutadores.
- Pela readmissão imediata do demitidos.
- Por um plano de carreira digno para os metroviários
- Redução da jornada de trabalho, sem redução de salário
- Aumento real de salário.
- Pelo fim da exploração capitalista.- Pelo socialismo.
“Nós vos pedimos com insistência:
Nunca digam — Isso é natural!
Diante dos acontecimentos de cada dia.
Numa época em que reina a confusão,
Em que corre o sangue,
Em que o arbitrário tem a força de lei,
Em que a humanidade se desumaniza...
Não digam nunca: Isso é natural!
A fim de que nada passe por ser imutável.”
Bertolt Brecht

