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AGORA É GREVE!!!
Depois de diversas rodadas de negociação sem nenhum avanço, quer seja na mesa única da Fenaban, quer sejam nas mesas específicas, é chegada à hora de demonstrar a disposição de luta da categoria. Mesmo com os recuos da direção do movimento, os bancários e as bancárias de todo país têm a possibilidade de dar início a uma nova greve histórica, dessa vez marcada pelo signo da vitória.
Os lucros estratosféricos dos bancos nos últimos exercícios demonstram o quanto bancários e bancárias vêm sendo esplorad@s diariamente. Para se ter uma idéia, só em três anos do Governo Lula os banqueiros lucraram mais do dobro dos até então recordistas oito anos de FHC, também de muito má lembrança. Além de um assédio moral gigantesco, as atuais campanhas por metas impõem um ritmo de trabalho que, não raro, levam os (as) trabalhadores(as) ao acometimento de doenças ocupacionais, físicas e/ou psíquicas. Temos todos os motivos do mundo para fazer uma greve vigorosa, tanto nos bancos privados e mais ainda nos bancos públicos.
E essa, certamente, será uma greve na qual a participação ativa de tod@s nós nas assembléias vai definir os rumos que o movimento deve seguir. Além de garantirmos a concretização da paralisação nos diversos piquetes, precisamos também estar atent@s para garantir que a “nossa direção” não nos traia mais uma vez, como nos anos anteriores. Não podemos admitir propostas de acordo que não incluam, por exemplo, o abono dos dias parados. Precisamos também colocar na ordem do dia as diversas questões específicas dos bancos públicos. ISONOMIA, PCS, 6 HORAS PARA OS COMISSIONADOS, ANUÊNIO, dentre outros, são pontos fundamentais dessa nossa campanha que deve ir para muito além do acerto com a Fenaban. Para garantir que isso ocorra, a sua presença é fundamental em todos os momentos da mobilização.
Sindicalismo de “chapa-branca”
Na assembléia realizada na última quarta, dia 20/09, mais uma vez a direção do nosso sindicato se alinhou com a postura recuada do “Comando Nacional” (sic) e defendeu o adiamento da deflagração da Greve, amealhando inclusive os votos do grande número de gerentes convocados pela Superintendência do Banco do Brasil para votar contra a greve . Nós da Oposição Bancária, mantendo a coerência com o que foi definido na assembléia anterior, defendemos a deflagração da Greve já no dia 21/09. Embora tenhamos sido derrotados, há que se ressaltar que, pelo menos agora, devido à posição da assembléia ocorrida em 14/09, que rechaçou a sua ridícula proposta de greve só em 11 de outubro, a diretoria do sindicato começou a admitir a construção do movimento para antes das eleições.
A posição da primeira assembléia aqui da Bahia foi decisiva para a mudança de postura dos “nossos representantes” no famigerado “Comando Nacional dos Bancários”. Esse “Comando” que mais parece um comando eleitoral do Governo Lula, não queria nem ouvir falar em assembléia para que a base não o atropelasse, como ocorreu na Bahia, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Espírito Santo, no Maranhão e em algumas cidades pelo interior do país, nas quais as assembléias decidiram pela deflagração da greve ainda no mês de setembro. Sem o nosso posicionamento firme pela construção da greve, muito provavelmente o movimento se arrastaria na modorra que queriam os sindicalistas de “chapa-branca”.
Como não podia ser diferente, o já citado “Comando Nacional”, demonstrou mais uma vez o seu descompromisso com os interesses da categoria. Mesmo depois de tudo o que passamos, a orientação era de uma greve de 24 horas para amanhã. Contudo, aqui na Bahia como em vários outros Estados a paralisação por tempo indeterminado já foi aprovada em outras assembléias e nós hoje vamos só ratificá-la.
Uma Greve diferente: Parar a compensação e a Tecnologia
Para que a nossa greve possa terminar com um saldo positivo, precisamos adotar medidas mais contundentes para forçar os banqueiros e o Governo a atenderem as nossas reivindicações. Temos que usar as armas que estão à nossa disposição e uma delas é garantir a paralisação da compensação. Em 2004 já tivemos uma experiência por demais pedagógica. Não adianta só paralisar agências enquanto os grandes negócios dos bancos continuam acontecendo pela Internet e pelos demais canais eletrônicos. Este ano, teremos que assegurar o fechamento da câmara de compensação, tanto no BB como nas terceirizadas dos bancos privados, além da manter fechados também o auto-atendimento no interior das agências.
Além disso, é preciso identificar quais os procedimentos mais importantes para suspender o funcionamento dos assim chamados “canais alternativos”. Essa é uma tarefa que o sindicato tem por obrigação desenvolver e nós cobraremos deles o seu desempenho.
Só com ousadia e organização poderemos enfrentar o segmento mais poderoso da sociedade atual – o capital financeiro – em busca daquilo que é nosso, que nos pertence e nos foi roubado pela sanha crescente daqueles que mais lucram às custas da miséria do povo e do trabalho de bancários e bancárias de todo país.
As nossas bandeiras
Reafirmamos aqui aquelas que são as principais bandeiras aprovadas no Encontro Nacional de Base, ocorrido no Rio de Janeiro em 26 de agosto.
- Campanha salarial conjunta com fim da mesa única;
- Buscar a unidade com outras categorias em luta nesse mesmo período;
- Reposição das perdas salariais do plano real (30% bancos privados; 89% BB; e 101% CEF);
- Eleição de representantes de base para participar das negociações;
- Pelo abono dos dias parados durante as greves de 2004 e 2005 com devolução das horas pagas;
- Assembléias específicas dos bancos públicos;
- Isonomia de tratamento entre todos os bancários;
- Jornada de seis horas para os comissionados;
- Retorno do anuênio;
- Restabelecimento do PCS;
- Estabilidade no emprego;
- Fim das campanhas de metas;
- PLR de 25% do lucro com distribuição linear para todos os bancários;
- Fim das terceirizações com extensão da convenção coletiva para todos os que trabalham nos bancos (limpeza, copa, segurança, etc.)
- Manutenção da cesta alimentação e cesta refeição para os aposentados; além dos demais pontos contidos no acordo anterior.
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