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Morte da CASSI. Responsabilidade da Direção do Banco
põe em risco a sua vida!


 

(nota dos Delegados Sindicais da Tecnologia do BB em Brasília)

No entendimento dos Delegados Sindicais da Tecnologia do Banco do Brasil, a proposta da diretoria do BB para reestruturação financeira e administrativa da CASSI é absurda e deveria ter sido rechaçada de imediato por quem se diz representante do funcionalismo.

A precária situação financeira por que passa a nossa caixa de assistência é consequência de má gestão e, principalmente, da decisão unilateral da direção do Banco de descumprir o estatuto, que foi por ela aprovado, reduzindo em 1/3 sua contribuição relativa aos funcionários admitidos após 1998, hoje cerca da metade do quadro de pessoal do BB.

Como conseqüência, nos últimos 9 anos o BB deixou de repassar à CASSI mais de R$ 400 milhões, como já denunciado. A proposta de aporte de R$ 50 milhões por ano, durante 4 anos, não resolve o problema do déficit operacional causado pela própria direção do Banco ao reduzir sua contribuição, optar por políticas salariais baseadas em abonos sem resgatar as perdas salariais acumuladas nos últimos 12 anos e manter modelos de gestão arcaicos que continuam fazendo adoecer mais e mais colegas!

 

Não à Co-participação

A co-participação em consultas comprometeria o minguado orçamento dos colegas que estão ou possuem familiares em tratamento de saúde, quando gastos com medicamentos e o desconforto da própria doença já tiram sua tranqüilidade. A necessidade de exames deve ser determinada por critérios médicos e administrada por profissionais. Saúde não é mercadoria e o princípio da solidariedade, que serviu de alicerce para a criação da Cassi, não pode ser quebrado!

Assim como em 1996, as alterações estatutárias propostas pela direção do Banco apenas favorecem a empresa e o aporte de recursos é apenas um paliativo para problemas estruturais. Em lugar da simples propaganda de responsabilidade sócio-ambiental, a direção do Banco do Brasil deveria demonstrar efetivo cuidado com a saúde de seus funcionários e familiares.

Os integrantes da Comissão de Empresa (Contraf-CUT), que querem nos representar nas negociações com a direção do BB, são os mesmos que ajudaram a aprovar as mudanças estatutárias de 1996 que iriam resolver os problemas da CASSI, mas que a levaram ao atual estágio de endividamento e os mesmos que foram derrotados nas eleições ocorridas na CASSI em abril deste ano.

A vontade soberana do funcionalismo deve ser respeitada. Cobramos daqueles que foram eleitos para gerir a CASSI que assumam o processo de negociação com o BB, para obter acordo que interesse ao funcionalismo, inclusive por via judicial, se necessário for. Como sempre, a decisão final cabe ao funcionalismo!

 

 

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