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Começa a Campanha Salarial 2006


Nesta semana acontecerão as assembléias que darão início a nossa campanha salarial deste ano. No dia 11, terça-feira, será a assembléia dos empregados da CEF e no dia 13, quinta-feira, será a vez dos funcionários do BB. Ambas serão realizadas no auditório do sindicato.

Mais uma vez estamos  vivendo, de frente, a necessidade de convocar a categoria para assumir o controle e a organização da campanha desde o seu início. Nos últimos anos percebemos muito claramente que se a nossa campanha  salarial for deixada sob controle dos sindicatos e/ou da CNB/CUT, que agora é  CONTRAF/CUT (mudou o nome mas continua tudo do mesmo jeito), ela certamente caminhará para uma solução que não atende aos nossos anseios.

São muitas as nossas demandas. Temos uma série de questões importantes que continuam pendentes de resolução. Essas questões vão desde a reposição das perdas salariais até o abono dos dias de greves passadas, passando pela luta por ISONOMIA em todos os níveis, recomposição do PCS.

Nossas últimas campanhas salariais foram marcadas por rebeliões da base que se insurgiram contra a traição das direções sindicais que encasteladas em suas muito bem remuneradas posições no Governo Federal optaram por defender intransigentemente acordos com os banqueiros e com esse mesmo Governo que rifaram nossas greves e colocaram a categoria em situações que não correspondiam a sua disposição de luta.

Não à Mesa Única da Fenaban
Este ano, mais uma vez, os sindicalistas querem impedir a mobilização do setor mais organizado da categoria insistindo numa campanha unificada, com Mesa Única de negociação. Nós que integramos o Movimento Nacional de Oposição Bancária – MNOB – nos colocamos contrários à manutenção dessa estratégia de campanha. Achamos que os companheiros dos bancos públicos devem ter as suas negociações realizadas diretamente com as direções desses bancos impedindo que o Governo se esconda por de trás da Fenaban e assuma o seu papel de negociador sem subterfúgios. Entretanto, para que possamos dobrar os pelegos de chapa-branca, a nossa única alternativa é buscar a participação massiva da categoria nos fóruns que definem a organização da campanha.

Todos às Assembléias
Não dá mais para ficar esperando setembro chegar e só nas assembléias de greve reclamar que fomos enganados pelos dirigentes sindicais. Ou nós assumimos a responsabilidade de definir com antecedência os rumos que a campanha vai seguir ou vamos amargar mais um ano com acordo rebaixado e sem negociações de itens específicos que, no caso dos bancos públicos, são demasiadamente importantes.

É por isso que a sua participação na assembléia desta semana é extremamente importante. Não só para definir a os itens que vão compor a nossa pauta, como para definir se a campanha salarial vai ser negociada em Mesa Única, como querem os sindicalistas, ou em separado como defendemos nós da Oposição. Também serão nessas assembléias que escolheremos aqueles que vão representar os bancários da Bahia nos Encontros e Congressos Regional e Nacional.

Sabemos das dificuldades que todos enfrentamos no dia-a-dia com compromissos escolares e/ou familiares, mas, nesse momento, é preciso fazer um esforço para participar da assembléia pois é o futuro do nosso emprego e do nosso salário que estará em debate. As definições que forem tomadas nessa assembléia, com toda certeza, influenciarão a forma e os resultados da nossa campanha.

Por tudo isso, não deixe de ir à assembléia. Chame o seu colega, convença-o da importância de se fazer presente. Discuta em sua dependência quais as melhores propostas e quais os melhores caminhos a serem seguidos. Defenda aquilo que achar mais conveniente para você e para a categoria e vote naqueles que melhor representarem as suas idéias e opiniões.

Nós da Oposição defendemos:

  • NÃO À MESA ÚNICA COM A FENABAN
  • ISONOMIA EM TODOS OS NÍVEIS
  • RETORNO DO ANUÊNIO
  • ABONO DOS DIAS DE GREVE COM PAGAMENTO DAS HORAS EXTRAS JÁ COMPENSADAS
  • 6 HORAS PARA COMISSIONADOS
  • ESTABILIDADE NO EMPREGO
  • PLR DE 25% DO LUCRO LIQUÍDO COM DISTRIBUIÇÃO LINEAR AUTOMÁTICA PARA TODOS OS SEMESTRES
  • PISO SALARIAL DE R$ 1.500,00 (DIEESE)
  • REPOSIÇÃO DAS PERDAS SALARIAIS
  • AUMENTO REAL DOS SALÁRIOS
  • REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO
  • FIM DAS TERCEIRIZAÇÕES

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