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EDITORIAL


 

Estamos apresentando ao nosso público leitor, à nossa militância e aos nossos simpatizantes, mais um número do nosso Jornal. Como já declaramos em números anteriores, as dificuldades para confecção deste periódico são imensas e inúmeras, desde os custos da sua impressão, passando por sua editoração, e até mesmo a necessidade de uma distribuição mais eficiente e eficaz que possa atingir a todos aqueles que venham a despertar algum tipo de interesse pelo conteúdo de um jornal com as características do nosso Germinal.

Longe de nos desestimular, tais dificuldades só nos impulsionam no sentido de buscarmos as condições necessárias para que a longevidade deste material possa ser a mais duradoura possível.

Para isso, esperamos contar com o auxílio daqueles que, como nós, compreendem a necessidade e a importância de um veículo de comunicação desse porte, mormente numa conjuntura tão conturbada como a que ora vivenciamos.
No presente número trazemos à baila alguns temas que julgamos de importância fundamental para compreensão da nossa atual situação sobre uma ótica de classe. Da classe trabalhadora, é claro.

Alguns dos temas que apresentamos tratam de uma primeira avaliação que necessariamente será melhor desenvolvido em outros números, mas que julgamos de grande importância uma breve introdução. Esse é o caso da discussão sobre a origem do racismo, compreendendo as diferentes matizes que nortearam o aparecimento dessa forma de segregação, quer seja por meio de "justificativas" étnicas/culturais, ou mesmo por via de investigações biológico-científicas.
Trazemos também uma discussão preliminar sobre o que chamamos de "Alianças de Classe", compreendendo a necessidade de estabelecer os parâmetros de intervenção que nos permitam interpretar as variadas caracterizações da formação da classe operária na contemporaneidade.

A construção de uma expressão de cunho ideológico, que possa "legitimar" a constituição de uma sociedade nos moldes que ora verificamos, é analisada por nós, tendo como referência o que se convencionou chamar de "Pós-modernismo", buscando fazer um vínculo entre o que isso significa e a implementação em escala mundial do assim chamado "neoliberalismo".

Seguindo a corrente nacional, procuramos analisar o conteúdo da propaganda oficial do governo que busca apresentar o marco de passagem dos 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil como motivo de uma grande festa cívica, envolvendo toda a população por meio de uma parafernália tecnológica que mistifica o verdadeiro sentido desse acontecimento histórico e esconde o verdadeiro massacre promovido contra diversas etnias.

Por fim, procuramos demonstrar a nossa satisfação ao encontrar na formação estrutural do MST elementos que corroboram com o nosso projeto de organização, partindo de fora da estrutura sindical oficial e demonstrando a possiblidade, ou melhor, a necessidade de construirmos o novo.
Vamos então adiante...

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