EDITORIAL
A OPOSIÇÃO OPERÁRIA coloca novamente à disposição dos trabalhadores mais uma edição do seu principal veículo de comunicação. Chegamos ao número 04, na verdade o quinto exemplar do nosso Jornal, o Germinal .
Trazemos no presente número uma avaliação da atual conjuntura, enfocando a crise por que passa o mundo capitalista e as suas principais conseqüências para a classe trabalhadora, compreendendo o movimento e a dinâmica própria dos movimentos mais estruturais da economia e as suas implicações sociais e políticas na atualidade.
Com a passagem do 08 de março (Dia Internacional da Mulher) queremos colocar algumas avaliações acerca das questões de gênero, enfocando a condição da mulher na sociedade contemporânea e buscando reafirmar essa data como uma referência para as lutas sociais de todos os "excluídos". Ao invés de mercantilizar mais esta data referencial, criando mais um momento de consumo fácil, como faz a burguesia com boa parte dos ícones, queremos relembrar a memória das mártires que foram queimadas vivas numa fábrica têxtil de Nova Iorque em 1857, quando lutavam por melhores salários e melhores condições de vida.
Passaram-se quinhentos anos desde a chegada dos portugueses por estas plagas; no ano 2000, a burguesia e seus aliados procuram proclamar uma verdadeira "comemoração", estabelecendo um rito de passagem para marcar o quinto centenário da espoliação a que foram e são submetidas todas as camadas populares da "terra brasilis". Índios, negros e trabalhadores de todo o tipo foram chamados a "festejar" (de longe) os 500 anos de exploração, genocídio, etnocídio e extermínio que lhes foram impostos pelos colonizadores do velho e do novo mundo. Analisamos também neste número o que representam, para nós, esses "500 anos de Bras(z)il".
Por fim, procuramos analisar o atual estágio da saúde e da previdência públicas em nosso país com o intuito de interpretar a tão propalada crise nessas esferas, demonstrando que são, de fato, os verdadeiros punidos pelas (faltas de) prioridades de um estado capitalista, seja qual for o seu gestor.
Vamos então ao nosso jornal...

