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Chega de Enrolação:
Os sindicatos e as eleições
O papel(ão) dos Sindicatos
Desde de 10 de agosto os pelegos da Contraf/CUT entregaram a pauta de reivindicações aos banqueiros e até agora as negociações continuam do mesmo jeito. A Fenaban ainda tem o desplante de propor reajuste ZERO, mesmo depois dos lucros estratosféricos anunciados recentemente. O BB e a CEF, por sua vez, percebendo o quanto lhes é interessante essa estratégia, resolveram participar da farsa da Mesa Única. Enquanto isso, os sindicatos fingem-se de mortos e nem sequer apontam uma data indicativa para a Greve. Estão todos muito mais preocupados em eleger os seus candidatos do que em mobilizar a categoria para verem atendidas as suas reivindicações.
Enquanto o tempo vai passando, nós vamos vendo um importante trunfo das negociações desse ano, as eleições gerais, sendo rifado pela postura dos principais sindicatos do país. Com a intenção clara de só iniciar a campanha “pra valer” depois do pleito de 1º de outubro, os sindicalistas vão apostando as cartas nos seus candidatos ao parlamento, afinal, com todo o desgaste que deputados e senadores acumulam junto à população, eles vão precisar mesmo de muita enrolação para convencer alguém a hipotecar as suas expectativas em algum dos candidatos que se colocam hoje para fazer “mais do mesmo”. Depois de escândalos como os do “Mensalão”, “Sanguessuga”, Correios, IRB, SEBRAE, dólares na cueca, Delúbio, Land Rover, etc., etc., etc., só para ficar em alguns exemplos, ficou comprovado que os antigos arautos da honestidade são tão corruptos quanto qualquer outro partido burguês dos que existem por aí.
E nós, os bancários, como ficamos? Já está claro para todos que se não começarmos a buscar formas de organização alternativas aos sindicatos, vamos amargar mais um escândalo anunciado, o da mais completa e declarada incorporação das lutas dos trabalhadores aos interesses do Governo e do Estado. Para levarem à frente a sua política colaboracionista, os sindicatos contam com a baixa participação da categoria nos principais fóruns de decisão. Assim, eles fazem de conta que são democráticos e aprovam as suas propostas para plenários que só contam com a participação de dirigentes sindicais e alguns poucos “gatos pingados” que se dispõem a participar de assembléias, Encontros e Congressos, completamente viciados. Esse é o reflexo do paradoxo que vivemos atualmente. Os sindicatos já não têm nenhuma representatividade junto a sua base, por outro lado, estão montados em poderosas estruturas burocráticas que só servem aos interesses daqueles que controlam e disputam as suas direções.
Campanha Salarial:
CHEGA DE ENROLAÇÃO: É PRECISO DEFINIR
A DATA DO INÍCIO DA GREVENão dá mais para ficarmos esperando a “boa vontade” dos grupos que dirigem os principais sindicatos do país e controlam os rumos das negociações. É preciso que participemos das assembléias daqui por diante para fazer valerem os nossos interesses. Precisamos dar corpo ao mesmo movimento que em 2003 e 2004, passou por cima das direções sindicais traidoras, assumiu a responsabilidade de tomar o destino em suas mãos e construiu a grande “Rebelião de Base” que marcou a campanha salarial daqueles anos. Por conta disso, nós do Movimento Nacional de Oposição Bancária – MNOB/BA acreditamos que na próxima assembléia, marcada para quinta-feira, dia 14/09, no Ginásio de Esportes do sindicato, é preciso estabelecer uma data indicativa para início da Greve caso as negociações continuem no patamar em que estão.
Tanto a Fenaban como os bancos públicos continuam enrolando a categoria sem apresentar nenhuma proposta nas mesas de negociação. Pretendem utilizar a PLR como instrumento de barganha, para reduzir o percentual de reajuste e rebaixar o patamar das demais reivindicações. Não é demais lembrar que nos bancos públicos como BB, CEF e BNB, as questões específicas são ainda mais importantes do que a questão do índice. Questões como as da Isonomia, Reposição das Perdas, PCS, 6 horas para comissionados, Fim do Assédio Moral e das Pressões por Metas, Abonos dos Dias das Greves Passadas, CASSI, PREVI, FUNCEF, etc., se constituem em elementos primordiais nessa campanha atual.
Por tudo isso, estaremos defendendo na assembléia a definição do dia 21 de setembro, dia de início da primavera, também como data indicativa para o início da Greve Nacional dos Bancários. Não deixe de participar da assembléia. É bom lembrar que as assembléias não podem ser espaço apenas dos dirigentes sindicais, a base precisa participar ativamente para que as negociações não fiquem nas mãos de representantes, que só representem os seus interesses pessoais e os do seu próprio grupo político. “Façamos nós, com as nossas mãos, tudo o que a nós nos diz respeito”.Participe das listas de discussão eletrônicas da Oposição Bancária e receba informações acerca campanha salarial e das lutas da categoria.
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